Psicologia e Economia! Qual a Contribuição Para a Sua Economia e a...

Psicologia e Economia! Qual a Contribuição Para a Sua Economia e a do Brasil?

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Interessante que normalmente não inicio um texto com palavras-chave. Este, sem dúvida, é importante que tenha seu inicio com elas, que são: Psicologia, Ciência, Senso Comum, Economia, Ser-Humano e Sociedade. Se algumas delas dizem respeito a sua vida, leia o que vem a seguir, pois sem dúvida não se arrependerá.

Esse texto é designado ao público que compra e paga e vamos entender o que a psicologia tem a ver com o campo econômico.

Quando nos aprofundamos nos estudos da psicologia, nos deparamos diante de várias áreas de atuação que tem como ênfase o ser-humano, porém o que se mostra pouco na psicologia é a área da economia, campo que assume importância para o mundo, não apenas para classe alta, mas também para as pessoas de classe baixa e média, abrangendo como um todo.

Durante o texto vamos desfrutar de alguns significados importantes para tal entendimento. Vamos iniciar retrocedendo ao conceito de psicologia. Para isso precisamos nos distanciar do que é dito pelo senso comum, e então aí já temos um significado a ser pensado: o de senso comum:

  • Senso comum: Em síntese, o senso comum é a forma que nós aprendemos a lidar com o que pensamos e fazemos no dia-a-dia.
  • Psicologia e Senso comum: No senso comum usa-se para entender a psicologia, a forma que percebemos o jeito que o outro se comporta, como vendo uma pessoa que seduz a outra e logo pensamos é do psicológico dela. Até pensamos em psicologia no senso comum sobre a capacidade de alguém em conseguir atravessar a rua, quando não avaliamos a distância de um veículo e mesmo assim conseguimos atravessar realizando a performance com sucesso. Dizem no senso comum que isso aconteceu pelo nosso “psicológico”. Dessa maneira são teorias aprendidas que devido à relação com meio se estabelece.

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Fonte: BigStock

O senso comum por sua vez se distância do entendimento da psicologia no âmbito cientifico, os quais precisaram entender para podermos relacioná-los com a economia. Agora para adentrarmos no assunto psicologia no campo científico vamos delimita-la:

  • Ciência: A ciência em resumo é o conjunto de conhecimento sobre a realidade de um objeto que é estudado, que supera o conhecimento adquirido pelo senso comum, pois tem um procedimento programado sistemático e que obtém o controle das variáveis, permitindo de certa forma a verificação e sua validade.

Então podemos entender que a ciência necessita de um objeto e um objetivo, que é sistematicamente observado. Agora fica menos complexo entender a psicologia cientifica.  A psicologia se torna cientifica quando delimita seu objetivo, o Homem, por mais que existam diferentes formas de entender esse mesmo objeto de estudo.

Pronto, chegamos ao ponto em comum entre psicologia, ciência e economia. Sendo um tanto incrível o objetivo da psicologia e da economia serem os mesmos, o ser-humano e seu comportamento, que ela unidas estudam o comportamento econômico das pessoas.

A “Psicologia Econômica” há pouco tempo começa a surgir no Brasil. Essa área é até hoje bastante desconhecida por muitos currículos acadêmicos brasileiros. Podemos levantar como hipótese a falta de ênfase nesse estudo a grande importância que dão para o modelo tradicional da psicologia clinica que entende a atuação do psicólogo apenas no ambiente clinico, fato que na visão moderna é visto de outra forma.

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Fonte: Groove

Mesmo que pouco conhecida no Brasil, a Psicologia Econômica surgiu em 1881 pelo francês Gabriel Tarde, porém começou a ter uma maior abrangência em 1970. No inicio tinha como objetivo buscar motivação psicológica para entender o comportamento dos agentes econômicos, porém hoje nas grades curriculares europeias e norte-americanas se estuda em várias modalidades de pesquisa (Ferreira, 2007).

O trabalho realizado na psicologia econômica é feito de forma multiprofissional, em que rodeia psicólogos, economistas, administradores, especialistas de consumo, marketing entre diversos outros.

Próximo a Psicologia Econômica existem outras matérias, que são:

  • Economia comportamental: Que tem como apoio os profissionais da psicologia, sociologia, antropologia, história e etc… Eles buscam aumentar a área de estudo, sendo considerada “irmã” da psicologia econômica. (Ferreira, 2007).
  • Finanças comportamentais: passou a ter peso maior em 1990, com base na teoria econômica tradicional. Estuda o comportamento do mercado. (Ferreira, 2007).
  • Socioeconomia: área delimitada para profissionais sociólogos e cientistas políticos. Tem como função estudar a economia através da sociologia e da politica. (Ferreira, 2007).
  • Psicologia do consumidor: Bastante estudada no marketing, que trabalha nas questões de consumo na visão da psicologia. (Ferreira, 2007), entre vários outros.

Podemos perceber que a área econômica se estende por diversas outras áreas da psicologia, como a psicologia social, psicologia comunitária e até mesmo clinica. Ela também considera os impactos políticos causados na sociedade, sociedade que é formada pelos homens, os quais são objeto de estudo da psicologia.

Pensando em comportamento que é a ênfase citada não apenas pela psicologia econômica, mas pela psicologia de forma geral, podemos citar que o trabalho através do “behaviorismo”, que analisa o comportamento na forma que pode mensura-lo, se torna o estudo coerente para tal atuação, até pelo fator cientifico que a área necessita tanto para prever comportamentos e adequação dos mesmos.

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Fonte: Scopo

Durante a procura por estudos relacionados a essa área, mostra-se necessário o estudo no Brasil a respeito dessa área que pode enriquecer tanto socialmente e politicamente, como também no que diz respeito à ciência.

Acredito que o desenvolver desse tema alcança não apenas a psicóloga econômica, mas também a evolução de nosso país.

Referências

BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. Saraiva, 2002.

DE MELLO FERREIRA, Vera Rita. Psicologia econômica. RAE-Revista de Administração de Empresas, v. 47, n. 3, p. 122-125, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rae/v47n3/v47n3a08, acesso em 18 de junho de 2015.

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Psicólogo, pós-graduando em psicologia comportamental e cognitiva pela Universidade de São Paulo- USP. Especialista em psicologia do esporte pelo CEPPE. Capacitação em Dependência Química pela UNIFESP-SUPERA. Redige trabalhos científicos. Experiência em saúde mental, estagiou em hospital psiquiátrico e no centro de atenção psicossocial CAPS1. Fundador da primeira Liga acadêmica de analise comportamental na Universidade de Mogi das Cruzes em que realizou a primeira jornada de análise do comportamento do alto tiête. Realizou monitoria durante a formação em analise experimental do comportamento. Realizou trabalho com o Taekwondo com crianças com as mais diversas deficiências. Atualmente realiza trabalho na enfermaria psiquiátrica infantil e desde de antes de sua formação atua clinicamente com crianças portadoras do espectro autista. Apaixonado por psicologia e esporte, sempre atento as novidades da ciência. Matérias que mais me atrai é analise do comportamento e cognitivo comportamental, porém, diferente do que todos normalmente fazem, amo estudar e aprender as outras abordagens e vasculhar novas áreas da psicologia. Sempre deixo a psicologia me levar para onde ela quer.