O Que Todo Mundo Deveria Saber Sobre a Autoestima Infantil

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A autoestima é um dos suportes de tudo o que fazemos, de tudo o que somos. Por conta disso, podemos afirmar que é essencial para o desenvolvimento das crianças, pois é a base para nossa autoestima no futuro. Os primeiros anos de uma criança são o alicerce para uma autoestima positiva.

Enquanto crianças, vamos desenvolvendo uma “conta bancária de auto-estima”, na qual  armazenamos os aspectos positivos sobre nós mesmos. Posteriormente, o papel desta “conta bancária” é de compensar as experiências negativas, que são inevitáveis.

Portanto, as crianças são o reflexo do modelo aprendido e observado de seus pontos de referência.  Dessa forma, podemos entender que os pais são essenciais diante da percepção que a criança criará sobre ela mesma.

O que envolve a autoestima do indivíduo também, é o sentir-se capaz, tendo influência de sua auto-confiança, combinado com sentimentos de ser-se amado. Por isso, é de grande importância que os pais sejam bastante participativos nos momentos de maior dificuldade, no qual, a criança esteja inserida, encorajando-a a atingir seus objetivos e valorizando as metas alcançadas.

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Sua auto-confiança desta maneira, também é um reflexo do que é aprendido com os pais, portanto, promova o entendimento de que se caso ela faça algo de errado ou não consiga fazer o que era esperado, o problema não é ela. Ferir a sua individualidade só a fará perceber o quanto ela é inadequada ou não aceita e não o seu comportamento.

Vale ressaltar que o desempenho tem de ser adequado ao que se é esperado à idade da criança, pois é necessário criar expectativas em torno do que é realmente possível de realizar, desde modo, haverá auto-aceitação com relação as suas limitações e ela aprenderá a evidenciar suas virtudes, em torno da realidade vivida, estando assim a alimentar a sua autoestima, pois a base para a promoção da mesma é aceitar a criança, levando em consideração suas habilidades, temperamento, desejos e seu nível cognitivo.

Este tipo de reação por parte dos pais (que como já dito anteriormente, possui grande influência na vivência de nossos pequenos), de aceitar a criança e desaprovar apenas o comportamento, permite com que a mesma também se aceite, consiguindo dessa forma, distinguir entre aquilo que ela é e a forma como age. 

Dê importância a experiência da sua criança, dessa maneira ela se sintirá compreendida, mesmo quando o comportamento está sendo corrigido. Uitlize palavras como: “Decisão”, para que assim, seja possível salientar as consequências de suas escolhas. Portanto, caso ela não tenha um bom desempenho, ela tenha repertório para identificar que possui a possibilidade de decidir de forma diferente numa próxima oportunidade.

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Uma criança se sentirá confortável e integrada nos espaços sociais em que participa, se sentindo amada e valorizada, tendo a possibilidade de aprender com os seus erros e a partir deles, continuar a evoluir.

Referências:

ANTUNES, C. Auto-estima na educação. Entrevista. Editora Ciranda Cultural / Atta Mídia e Educação. Série Encontros, VHS, 2003.

WALLON, H. A evolução psicológica da criança. São Paulo, Martins Fontes, 2006.

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Psicóloga clínica, especialista em Neuropsicologia infantil, pelo CEPSIC – Hospital das Clínicas da FMUSP. Atende na região do Grande ABC em equipe multidisciplinar e consultório Particular, com foco em transtorno do desenvolvimento infantil, principalmente Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Humor em adolescentes e adultos. Admiradora, apaixonada e grata pela Psicologia, tendo como um de seus maiores objetivos, propagar informação e conhecimento em torno dessa profissão tão encantadora.