COMO A MEMÓRIA NOS AJUDA A APRENDER?

COMO A MEMÓRIA NOS AJUDA A APRENDER?

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A memória é o meio pelo qual adquirimos, formamos e conservamos uma informação.

A aquisição da informação, por sua vez, chama-se aprendizado.  Assim podemos dizer que memória e aprendizado são co-irmãos, podendo, a depender do contexto, serem usados como sinônimos.

Muito se questiona sobre a memória, então, tentarei de maneira simples, responder a alguns desses questionamentos.

Por que guardamos algumas informações e outras não?

Isso acontece pois a aquisição da memória depende do interesse. Quanto mais atenção você dedica a um assunto, mais fácil será aprende-lo.

cantinho
Fonte: cantinhodaunidade.com.br

O interesse, por sua vez, liga-se a motivação¹, a sua percepção² e a importância³ que têm para você.

Um bom exemplo está no colégio. Minhas notas de matemática eram medianas, quando não, inferiores à média. Já as de história e português eram muito boas. Isso pois, eu gostava do assunto¹, percebia² minha habilidade em argumentar, refletir e tinha em mente a psicologia³.

Não podemos esquecer também, das múltiplas inteligências, que nos levam a ter mais habilidade em uma determinada área que em outra.

O ser humano, tem uma facilidade maior em reter informações pessoais envoltas de afetividade. A neurociência nos ajuda a entender este fato nos levando a outra pergunta cotidiana;

 

Todo aprendizado ocorre da mesma forma?
Não exatamente. Temos formas diferentes de utilizarmos a memória para nos ajudar no aprendizado.

Nós dividimos a memórias em duas partes maiores: Curto e Longo Prazo. E essas também são divididas. Mas para não complicar demais, observem o esquema:

02

A memória de Curto Prazo permite guardarmos pequenas informações por um período curto de tempo.

A memória de longo prazo permite o indivíduo a guardar uma grande quantidade de informação por muito tempo. Ela resulta na aprendizagem. Este tipo de memória subdivide-se, como vimos na imagem.

Há pessoas que conseguem guardar um número de telefone imediatamente. Porém, são incapazes de dizer o que comeram ontem.

A memória implícita envolve as atividades motoras, como aprender a andar, costurar e praticar esporte. Tudo que envolve habilidades.

Já a memória explícita é responsável pelo conhecimento acadêmico e pessoal.

 

Saber que Iracema é obra de José de Alencar ou que quem descobriu o Brasil foi Pedro Alvares Cabral trata-se da memória semântica, pois trata-se de conceitos gerais, fatos do mundo.

O dia do aniversário do pai ou o ano do meu primeiro beijo refere-se a memória episódica, que trata informações autobiográficas.

 

PORÉEEEM…

O evento descrito como memória semântica pra você, pode ser episódica para mim e vice versa.

Por exemplo, saber que Iracema foi escrito por José de Alencar pode ser apenas um fato do mundo pra você, uma memória semântica. Mas para mim, é uma memória episódica, pois, na época de escola, interpretei a indiazinha.

Assim sendo, a aprendizagem não ocorre da mesma forma em toda sua dimensão.

Para terminar um jogo para testar sua memória de curto prazo.

Vamos fazer uma brincadeira. Irei listar 10 palavras distintas. Você irá ler e em seguida tentar reproduzi-las na ordem, sem olhar novamente.

JOELHO

PÍNCEL

CACHECOL

MÓVEIS

SAPATO

VENTILADOR

CORAÇÃO

BELEZA

RELÓGIO

CAMA


blogs

Fonte: 4.bp.blogspot.com

Agora, mentalmente lembre-se das palavras, na ordem certa.

Pois bem, se você…

1. Acertou todas ou quase todas

abdul

Fonte: blogdoabdul.wordpress.com

– Você tem uma capacidade de armazenar informações por um período limitado de tempo. Então, você tem uma ótima memória de curto prazo. O fato não afeta a qualidade de sua memória de longo prazo .

2. Errou todas ou quase todas

1bp

Fonte: 1.bp.blogspot.com

– Meu caro leitor, você não é muito bom para reter informações por um pequeno período. Mas isso não desmerece sua memória de longo prazo, que pode ou não ser ótima.

 

Se quiserem brincar mais um pouquinho, aqui tem um jogo super divertido…

 

Referências:

  1. OLIVEIRA, Maria Gabriela Menezes; BUENO, Orlando F. A.. Neuropsicologia da memória humana. Psicol. USP,  São Paulo ,  v. 4, n. 1-2,   1993 . Janeiro de 2015  Disponível em  <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-51771993000100006&lng=pt&nrm=iso>
  2. XAVIER, Gilberto Fernando. Modularity of memory and the nervous system. Psicol. USP,  São Paulo ,  v. 4, n. 1-2,   1993 . Janeiro de 2015  Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-51771993000100005&lng=pt&nrm=iso>.

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