Maio Amarelo: #AtençãoPelaVida

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O movimento Maio Amarelo possui como objetivo estimular a promoção de atividades voltadas à conscientização, debates sobre responsabilidades e avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão no trânsito.

Sua marca é um laço amarelo cuja intenção é chamar a atenção da sociedade para a necessidade de enxergar os acidentes de trânsito como uma epidemia. Sua proposta clara pretende “chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo”.

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O 3º Relatório da Situação Global sobre Segurança Viária da ONU em 2015 destacou a elevada morbimortalidade vinculada aos acidentes de trânsito. Atualmente, estima-se que 1,2 milhões de pessoas por ano no mundo morrem em decorrência de acidentes de trânsito. Isso representa a principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. De acordo com a OMS, até 2020 o número de óbitos atingirá 2,3 milhões e se tornará a sexta causa de morte no mundo.

O Brasil é o 5º país com o maior número de mortes no trânsito, atrás somente da Índia, China, EUA e Rússia. Em 2010, o SUS atendeu 145.920 vítimas de acidentes de trânsito, gerando um custo aproximado de 187 milhões de reais. Os custos anuais dos acidentes em rodovias estaduais, federais e municipais foram de 22 bilhões de reais em 2005.

Não é possível afirmar as reais causas dos acidentes de trânsito no Brasil. O que temos, no entanto são suposições, hipóteses e indícios técnicos. Estes levam a identificar o comportamento humano como a causa principal da maioria desses acidentes.

https://www.youtube.com/watch?v=xwpMlLKCgb4

A psicologia do trânsito é a parte da psicologia responsável pelo estudo do comportamento humano no contexto do trânsito, além de fatores que o influenciam (psicológicos, sociais, culturais, políticos, econômicos). Esse estudo engloba motoristas, pedestres, passageiros, ciclistas, engenheiros de tráfego e instrutores de trânsito. O intuito da psicologia do trânsito (juntamente com outras áreas de atuação) é o de promover ações eficazes que melhorem o desempenho e as condutas no trânsito.

Os psicólogos que estão vinculados aos Departamentos de Trânsito assumem diversas tarefas decorrentes da evolução da legislação de habilitação e das demandas sociais emergentes, tais como:

  • Avaliação psicológica de condutores;
  • Elaboração e implantação de programas de reabilitação ou educação de motoristas infratores;
  • Elaboração e implantação de ações para prevenção de acidentes;
  • Readaptação ou reabilitação profissional de motoristas;
  • Tratamento de fobias ao volante.

Cada vez mais as políticas de segurança no trânsito vêm sendo embasadas no fato de que a maioria dos acidentes decorre de falhas humanas, portanto, o foco das estratégias tem sido a de melhorar a habilidade dos condutores.

lupalhete

Na tentativa de diminuir a morbimortalidade dos acidentes de trânsito, vários desafios deverão ser enfrentados. Dentre eles, podemos citar:

  • Adoção de legislação adequada;
  • Cumprimento das leis de trânsito;
  • Estabelecimento de metas locais de redução de acidentes;
  • Infraestrutura segura em vias urbanas e estradas;
  • Controle do excesso de velocidade;
  • Enfrentamento do consumo abusivo do álcool;
  • Atendimento às vítimas.

Alguns comportamentos inadequados de condutores prejudicam o bom desempenho do trânsito. O que acarreta no aparecimento de riscos para as pessoas nas vias públicas, bem como para os próprios motoristas. Essas atitudes podem surgir por desconhecimento de procedimentos corretos, por falta de informação ou devido a condições físicas e/ou psicológicas dos condutores.

Nesse sentido, a educação no trânsito deve levar às pessoas a compreensão e o respeito às normas do trânsito.

Precisamos ressaltar que o Maio Amarelo, por ser um movimento, incentiva que entidades, empresas e todos os cidadãos utilizem o laço amarelo em ações de conscientização durante todo o ano.

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Maio Amarelo significa atenção pela vida. Portanto, seja a diferença no trânsito!

Referências

CARDOSO, Hugo Ferrari; SANTOS, Marcelo Mendes; SANTOS, Thelma Margarida de Moraes. Psicologia do trânsito: análise sistemática da literatura na SciELO, Redalyc e PePSIC. Revista Ensaios, v. 1, n. 5. 2011.

MONTEIRO NETO, Otaliba Libânio de et. al. Mortalidade por acidentes de transporte terrestre no Brasil na última década: tendência e aglomerados de risco. Ciência & Saúde Coletiva, v. 17, n. 9. 2012.

Movimento Maio Amarelo (http://maioamarelo.com)

NARDI, Antônio Carlos Figueiredo; MALTA, Deborah Carvalho; DUARTE, Elisete; GARCIA, Leila Posenato. Segurança no trânsito: tempo de resultados. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 24, n. 4. 2015.

PINHEIRO, Ana Lúcia da Fonseca Bragança; PILEGGI, Gisele Castro Fontanella; GAUBEUR, Ivanise; FORTES, Rita Moura. Educação para o trânsito e responsabilidade social. Anais XXXIV COBENGE: Passo Fundo. 2006.

SILVA, Fábio Henrique Vieira de Cristo e; GUNTHER, Hartmut. Psicologia do trânsito no Brasil: de onde veio e para onde caminha?. Temas psicol.,  Ribeirão Preto,  v. 17, n. 1, p. 163-175,   2009. 

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