(In)discutível perfeição

(In)discutível perfeição

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A princesa também briga, encrenca, berra e fala palavrão (…). A princesa também sente, chora, sofre, sonha e ouve não. Também mente, é inconseqüente, tem preguiça, perde a direção – porque ninguém nesse mundo é cem por cento, cheio de razão, me recuso a buscar essa discutível perfeição”. – (Discutível Perfeição – Sandy e Júnior).

Por mais que a música esteja descrevendo uma mulher, não quero neste texto me restringir á nós do sexo feminino, até por que, não são apenas as mulheres privilegiadas por sofrerem com isso. Infelizmente existem muitas pessoas, de todos os sexos, idades e nacionalidades que vivem aprisionados numa vida em função dessa tal “perfeição”.

Digo prisão, pois na realidade, trata-se de pessoas muito rígidas, logo são indivíduos que não se permitem relaxar ou se sim, se culpam em algum momento por isso. Sujeitos que necessitam serem cem por cento, o tempo inteiro, rejeitando a nossa real condição, que nada mais é que: humanos.

E querendo ou não, são pessoas que possuem chances muito maiores de se frustrarem muito e talvez, na maioria das vezes, sem necessidade. Enxergo este comportamento como algo sabotador, injusto e totalmente destrutivo.

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Combinação bombástica para se enterrar em uma busca sem fim: idealização, baixa autoestima e sentimento de inadequação, atrelado a uma bela insegurança, resultando em frustração.

Uma boa saída seja se perguntar: “O que eu tanto almejo é algo plausível, alcançável e justo com a minha realidade?”. Pode soar como clichê, mas temos que entender que realmente cada pessoa é diferente da outra, o que eu tenho de bom, talvez você não e vise e versa, então não se compare com ninguém, pois isso é querer alimentar uma disputa sem fim, o mais justo e coerente a ser feito é se comparar com você mesmo, tentando a cada dia ser melhor do que você foi ontem.

Conheça as suas habilidades e foque nelas, isso é o que nos difere uns dos outros, cada um possui a sua forma de ser no mundo e isso faz cada pessoa se tornar essencial naquilo que desempenha.

Começar a se permitir talvez faça bem, mesmo acompanhado com algum medo no início, quem não tem medo de mudanças, não é mesmo?. Não sejam tão rígidos, isso trás vigor e cor para a vida, pois como descreve a música acima, somos humanos, ninguém é cem por cento e nem precisa (acreditem em mim, por mais louco que pareça ser, mas é verdade).

Experimentem, a sensação de liberdade é revigorante e indescritível.

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Psicóloga clínica, especialista em Neuropsicologia infantil, pelo CEPSIC – Hospital das Clínicas da FMUSP. Atende na região do Grande ABC em equipe multidisciplinar e consultório Particular, com foco em transtorno do desenvolvimento infantil, principalmente Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Humor em adolescentes e adultos. Admiradora, apaixonada e grata pela Psicologia, tendo como um de seus maiores objetivos, propagar informação e conhecimento em torno dessa profissão tão encantadora.