Ideias que Mudaram Nossa Forma de Pensar: O Ato Falho

Ideias que Mudaram Nossa Forma de Pensar: O Ato Falho

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Iniciamos com esse texto uma série que chamaremos de ‘Ideias que Mudaram Nossa Forma de Pensar’, baseado em um livro de Roberto Arp que reúne 1001 ideias criativas, curiosas e transformadoras. Não iremos abordar todas elas, mas toda semana traremos alguma relacionada a psicologia.

O Ato Falho

Em 1890, Sigmund Freud envia uma carta a seu amigo Wilhelm Fliess, neurologista austríaco, contando sobre uma curiosa tendência das pessoas de cometer erros em seus discursos, equívocos que aparentavam ser por falta de atenção ou uma ansiedade em antecipar as respostas.

No livro Sobre a psicopatologia da vida cotidiana (1901), Freud denomina estes erros como ato falhos e descreve que essa tendência pode representar uma emersão de um pensamento ou desejo inconsciente. Acredita ainda, que os atos falhos possam ser um resultado da mistura das tentativa de uma visão consciente da realidade e de aspectos reprimidos no inconsciente.

“Minha hipótese é que este tipo de lapso não se deve a uma escolha psíquica arbitrátia.”

Sigmund Freud

Freud considera cada erro como uma possível potencialidade, seja errar entrando em uma rua errada enquanto dirige, esquecer-se de um número de telefone ou errar a ortografia de uma palavra familiar. 

Generalizar que todos os lapsos de memória que apresentamos são atos falhos é desconsiderar aspectos básicos como atenção, impulsividade, cansaço, desinteresse, etc. Até porque, Freud mesmo diz “Às vezes, um charuto… é apenas um charuto”.

 Bibliografia

1001 Ideias que mudaram nossa forma de pensar. Roberto Arp. Editora Sextante. 2015.

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