Crianças Difíceis: Lutas de Poder e o Circulo Vicioso

Crianças Difíceis: Lutas de Poder e o Circulo Vicioso

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Todos os pais possuem expectativas em relação aos seus filhos, criadas através das suas experiências e vivências. Ninguém conta a eles o quanto seus filhos podem (e devem) surpreendê-los.

O que foge do controle dos pais, é que seus filhos não nascem com um “manual de instrução”, especificando suas reações e a melhor forma de lidar com eles. Ainda mais, o que esperar de seus comportamentos ao longo dos anos.

O primeiro ponto e o mais fundamental que você deve entender sobre seu filho é seu temperamento, ou seja, é o estilo de comportamento natural e inato de cada indivíduo, no qual, moldam suas reações.

Há crianças que por conta de seus comportamentos e reações inadequadas, diante das situações do seu cotidiano e nos diversos ambientes que convivem, são chamadas de difíceis.

O filho “difícil” geralmente cria um círculo vicioso de interação com seus pais, no qual, se cria uma frustração vivenciadas por eles. As dificuldades temperamentais causam um comportamento problemático nas crianças e os pais por sua vez, tentam encarar esses problemas de maneira convencional, sem sucesso, na maior parte do tempo.

Existem constantes batalhas entre os pais e seus filhos, que transformam em lutas de poder, porque os pais frequentemente descem ao nível exigido pelos comportamentos inadequados de seus filhos, como por exemplo, gritando quando a criança grita, tendo como consequência à perda da sua figura de autoridade, se tornando mais resistente e fechada, ao seu comportamento difícil (e inadequado).

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Essa situação gera uma série de sentimentos e sensações desequilibradas nessas figuras paternas, desestruturando-os. Tornando-os pais totalmente desorientados com relação ao que fazer, na qual, ansiedades começam a ter grande função no relacionamento com seus filhos.

É isso que chamamos de “ciclo vicioso”, pois a criança provavelmente será mais dependente e temerosa, do que os pais, ou seja, há uma inversão de papéis, gerando um ambiente nada saudável para o desenvolvimento dessas relações. A partir do momento que os pais se tornam mais ansiosos, desorientados e angustiados, os filhos também se sentem (inconscientemente) culpados, gerando até problemas de auto-imagem e baixa autoestima.

A longo prazo, essa desordem na dinâmica familiar pode estruturar um movimento pouco saudável emocionalmente para essas crianças (e futuros adultos), podendo gerar uma compulsão à repetição, no qual, será baseado em um profundo sofrimento psíquico, pois se tornarão adultos sem maturidade emocional.

Por essa razão, é de extrema importância que pais que estejam se sentindo perdidos e sem controle da situação com relação aos comportamentos de seus filhos, procure à ajuda de um profissional. Não só para equilibrar as reações dos seus filhos, mas também como a dinâmica familiar como um todo, principalmente reestruturar a função dos papéis desempenhados dentro dela.

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