Conheça a Terapia Familiar

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A Terapia Familiar é uma abordagem psicoterapêutica fundada pela psicóloga estadunidense Virginia Satir (1916-1988).

Trata-se de um modelo terapêutico surgido a partir das observações e reflexões de Satir a respeito da família e do seu papel na formação do sujeito. O papel que assumimos em nossa família – a família na qual somos criados – é  a semente a partir da qual brotará o futuro adulto.

Qual a importância da família na formação da personalidade da pessoa? O que seria uma família funcional (saudável) e disfuncional (doente ou adoentada).

Satir descobriu que em famílias saudáveis existe a demonstração mútua de afetos e que cada membro da família vê os demais membros de forma amorosa e compassiva. Nesse sentido, ela define como uma característica importante esse tipo de dinâmica familiar para a criação de um ambiente saudável para um crescimento e desenvolvimento também saudável dos membros dessa família.

Por outro lado, quando tais características não estão presentes, os membros da família começam a encenar papéis, criam personalidades encenadas (no lugar de vivenciarem personalidades autênticas), a fim de lidarem da melhor forma possível com esse ambiente familiar hostil.

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Fonte: Sandra Medina

Satir identificou cinco papéis mais comuns que são assumidos pelos membros das famílias:

O acusador

É aquele que sempre encontra uma falha e tem o hábito de criticar

O destruidor

É aquele costuma desviar o foco das reais questões (que costumam ser emocionais) e o levam para questões mais triviais ou que não toquem no assunto que é realmente importante.

O intelectual distante

É aquele que foca sua energia nos estudos e evita o contato com os outros membros da família

O apaziguador

É aquele que sempre pede desculpas, e que deseja agradar a todos

O Nivelador

É aquele que consegue se comunicar com os outros membros da família de forma honesta, direta e aberta

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Fonte: Wikipedia

 

Segundo Satir, apenas os niveladores possuem uma personalidade que possa ser considerada autêntica e sadia, pois são os únicos que de fato se comunicam com os outros membros da família sobre como se sentem a respeito de suas relações familiares.

Mas por que os outros não fazem o mesmo? Pois temem serem hostilizados se compartilharem seus verdadeiros sentimentos e se expressarem verdadeiramente da forma como gostariam. E eles costumam demonstrar medos semelhantes de acordo com os papéis que desempenham.

Os apaziguadores, por exemplo, têm medo de não receberam a aprovação dos demais membros da família; os acusadores têm o hábito de atacar os demais, de pontuar seus possíveis erros em uma tentativa de ocultar seus verdadeiros sentimentos de desmerecimento e de menos-valia. Já os destraidores acreditam que só serão amados se forem inofensivos, ao passo que os intelectuais costumam utilizar do recurso dos estudos e da distância para não vivenciarem seus verdadeiros sentimentos.

Desempenhar esses papéis seria algo ruim?

De acordo com a psicóloga, não necessariamente. Eles ajudam a familiar a funcionar, porém, é preciso ter cautela, pois ao desempenhar os papéis encenados, os membros da família podem destruir a capacidade de serem eles mesmos, e isso pode ser tóxico em termos de liberdade e desenvolvimento sadio dos sujeitos.

O que deve ser feito então?

Satir acreditava que a melhor forma de resolvermos essa questão, ou seja, para nos livrarmos dessas falsas identidades que criamos como recurso para lidar com o ambiente familiar, devemos – tanto na fase infantil quanto na adulta – aceitar o nosso próprio valor, ao invés de esperar que os outros nos atribua valor ou não.

Além disso, ela concorda que ter desenvolver uma comunicação aberta,, honesta e direta é um fator fundamental para poder criar condições para os membros da família poderem se expressar de forma autêntica.

Criar vínculos amorosos está na base dessa teoria psicológica.  Assim como Carl Rogers, Satir acreditava que ser aceito e aceitar o outro de forma plena e sem discriminação ou hostilidade configuram-se meios para curar qualquer família disfuncional.

E você? Que papel acha que desempenha em sua família? Que tal começar a aplicar algumas dessas características propostas por Satir para melhorar o ambiente familiar e profissional?

 

Bibliografia

O livro da psicologia, editora globo livros, 2012

http://www.satirpacific.org/

 

http://en.wikipedia.org/wiki/Virginia_Satir

http://sandra-medina.blogspot.com.br/2012_12_01_archive.html

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Estudante de Psicologia pela Universidade Paulista, interessado em gente e animais, gosta de filosofia, política, educação e acha que o mundo é uma piada que deve às vezes ser levada a sério. Meio geek e meio militante pra tudo, espera deixar o mundo melhor do que quando ele o encontrou. E tendo uma outra pessoa pra conversar, topa falar sobre qualquer assunto.