Comportamentos Autodestrutivos

Comportamentos Autodestrutivos

1749
Compartilhe

Os comportamentos autodestrutivos são bem conhecidos por nós. A descrição mais utilizada para tais comportamentos é a preguiça, pois sua definição nada mais é que: falta de energia e inércia.

O que a grande maioria não percebe é que a “preguiça” sempre ocorre diante de objetivos almejados, porém que envolvam algum tipo de sacrifício ou esforço.

Reparem, a maioria das pessoas, por mais cansadas que estejam, sempre encontram forças para ir ao “happy hour” da empresa, porém encontram dificuldades para sair do mesmo trabalho e irem até a academia, por exemplo. A diferença entre um e o outro é que, o “happy hour” envolve um prazer imediato, já a ida até a academia, o prazer é tardio e sendo necessário um esforço contínuo.

O que ocorre é que as pessoas mantêm todo um movimento de autosabotagem. Ao invés de depositarem energia para colocarem em prática ações que irão levá-las a conquistas tão almejadas e como consequência sentimento de realização, investem uma energia contrária a tudo o que esperam, alimentando a própria frustração.

thma2

Esse tipo de movimento é comum em pessoas imediatistas e com baixa tolerância a frustração, pois tais comportamentos mantêm o indivíduo no que chamamos de “zona de conforto”. A “ZC” é um local aparentemente confortável, o famoso “tá ruim, mas ta bom”.

Geralmente, é comum estagnar na “zona de conforto”, a partir do momento que há, o que chamamos na teoria, de “ganho secundário”, ou seja, são aparentes vantagens que nosso inconsciente encontra de nos “convencer” a manter tal postura, no qual, sempre é referente a uma situação de sofrimento/frustração.

Uma das formas de driblar esse ciclo-vicioso é investir energia em uma força racional, trazer para o consciente as metas para alcançar seus objetivos. Esse comportamento é o que chamamos de disciplina, ou seja, enfrentar a situação de renúncia ao prazer imediato.

thma3

Por exemplo, uma pessoa que quer perder peso, mas na hora de fazer exercício deixa a preguiça dominar, está indo contra o seu objetivo real e alimentando um prazer imediato de se manter em uma situação confortável. O ideal nesses momentos é pensar no resultado que está almejando, o que se chama de capacidade de antever os objetivos futuros, ou seja, por mais que exista um período de sacrifício e esforço, a sensação futura é compensatória.

Há pessoas que estão tão dentro do processo de autosabotagem, que realmente não notam o ciclo que mantêm. Talvez o que possa ajudar, é fazer uma lista de objetivos e quais e quantos estão sendo realizados e alcançados (nos casos de ainda não serem conquistas, quais as estratégias para se colocarem em prática).

Algo fundamental para se tonar uma pessoa “realizável”, é a maturidade emocional, o que não possui sinônimo com idade. Para uma pessoa ser madura emocionalmente, é necessário se obter a capacidade de autoconhecimento, ou seja, em alguns casos, seja necessária a busca de uma ajuda profissional, para auxiliar em um processo que naturalmente requer muito de nós.

Views All Time
Views All Time
1794
Views Today
Views Today
6

Comentários

comments