Como Fomos em 2017?

Como Fomos em 2017?

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O ano de 2017 começou nos trazendo esperança.

Já diz o ditado “Ano novo, vida nova”

Não é isso?!

O ano era 2017, criávamos esperança sobre ele. Era janeiro, estava muito quente, para ser sincero, até demais. Aqui no Rio Grande do Sul, as noções de calor são “diferentes” em relação aos outros estados, fazia aproximadamente 30ºC – muitos leitores nesse momento estão rindo de mim pelo meu drama – Eu não sei lidar com temperaturas quentes. O suor incomoda minhas gordurinhas a mais. Então, convidara minha namorada para ir a praia desfrutar do vento + banho de praia + férias. Gente, isso é viver.

Havia levado um livro, Intermitências da morte – José Saramago, é uma obra magnifica de um ser magnifico. Estava lendo exatamente um trecho que me fizera refletir sobre o começo do ano:

“…as esperanças tem esse fado que cumprir, nascer uma nas outras, por isso é que, apesar de tantas decepções, ainda não se acabaram no mundo…”

Adoro Saramago. Já falei isso? O mesmo me fizera refletir sobre o conceito de esperança. Trata-se de um sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja, e que de acordo com ele é dona de uma imortalidade que caminha de mãos dadas em uma linha tênue com o tempo…
Por um momento, achei que o sol estava afetando um pouco meus neurônios. Pensar demais no calor é cansativo. Mas, era janeiro, começo do ano em que todos os brasileiros – para não dizer todo o mundo, já que minha mãe sempre disse que eu não era igual a todo mundo, me dou direito de pelo menos falar da nossa nação – tinham expectativas sobre o ano novo. E todo final de ano é exatamente assim.

Começaremos a escutar aquela velha música “hoje é um novo dia…”

O tio vai fazer a piada do pavê…

A tia vai perguntar das namoradinhas…

E quando chegar o dia 31 de dezembro, estufaremos os nossos peitos para o futuro, aguardando os fogos de artifícios e desejando um ano novo cheio de coisas boas para nós. Definitivamente esperando dias melhores.

Esperançosos estaremos sempre no dia 31, digo e repito. E enquanto refletia sobre o ritual das passagens de ano, pensava diretamente na esperança que nos cerca, e que amamos sempre ter, ela sim é o nosso ritual. Mas, de certa forma, já havia passado. Afinal, estava na praia, com um calor infernal, no “meio” de janeiro, lendo um livre chamado intermitências da morte.

Até pensei:

Puts, acho que comecei errado. Era para estar lendo algo do tipo “Aprenda como começar o ano e mais 1000 maneiras de ser legal”

Agora já era. Vou recorrer ajuda aos universitários…

Ops…

Digo

Saramago, por favor, dê-me mais uma frase de impacto:

“Momentos de fraqueza na vida qualquer um os poderá ter e, se hoje passamos sem eles, tenhamo-los por certos amanhã.” 

Adorei essa frase, e percebi que estava paralisado no final e começo dos anos, pois tal estado de clichê, sempre nos desperta nostalgia e esperança de um futuro melhor. Em 31 de dezembro criamos expectativas de dias melhores, e em janeiro muitas vezes ficamos esperando por esses dias melhores. E se em fevereiro não chegar, temos a certeza do amanhã, e em março ocorrerá tudo bem… E se não ocorrer? Temos abril, é assim até dezembro onde voltaremos a criar esperança por um ano novo melhor…

Se ficarmos somente na esperança.

Saramago, em sua ultima frase, quis dizer que chega um momento na vida em que passaremos por momentos ruins na vida, precisamos ter a consciência de que eles passarão, e que devemos seguir em frente na nossa caminhada. Pois, tenhamos por certo o amanhã.

Sempre há um momento mais escuro na noite, porém, após ele, sempre haverá o nascimento do sol.

Tenhamos a consciência de que um ano nunca será perfeito. Haverá momentos bons e ruins, haverá nuvens passageiras que mudarão o clima; governantes que cometerão erros; times de futebol que nos darão alegria; pessoas que nos darão amor; notícias que nos darão ódio; mensagens que mudarão nosso jeito de pensar; atitudes que nos farão mudar; pensamentos que teremos que tentar; caminhos que precisaremos guiar; um ano que não vai demorar para passar; e logo teremos um novo dia 31 de dezembro para “esperançar”…

Se esse ano foi bom demais, ou se ele doeu demais, saiba que valeu!

Cada dia que passou, você adquiriu novas experiências, boas ou ruins, possibilitarão o seu crescimento. E se não tivesses tanta “experiência” em 2017, tenha como objetivo para 2018.

É o momento de você não ficar esperando a esperança. Movimente-se, dê oi para todas as pessoas que encontrares na rua; largue o celular e beije sua menina; se ainda não possui uma menina, largue o celular e vá atrás de uma menina; Se ainda não sabe se gosta ou não de menina ou menino, experimente-se; liberte-se; dê uma chance para a vida. Faça amor, não brigue atoa, estude, reflita, questione e trabalhe.

Seja a transformação que tanto esperas que o “ano” faça para você…Não fique esperando, levante, ande e faça acontecer.

Naquele dia quente de verão, larguei o celular e beijei minha menina. Aproveitei a praia e li um pouco de José Saramago…Decidi tirar uma foto da praia, o ambiente estava muito lindo, percebi que tinha um notificação no facebook,  tirei a foto, e logo em seguida abri a tal rede social para ler…em seguida aproximei-me de minha menina e disse:

“Olha, o Mundo da Psicologia está precisando de um colunista…”.

Espero que todos possam ter colhido frutos de 2017! Sejam bons ou ruins, desde que sejam colhidos.

Tenham todos um feliz 2018! Plantem bastante, para que no final do ano colham só os bons frutos.

Não poderia encerrar esse texto sem uma última frase dele…

“Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.” – José Saramago.

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