Qual a Importância do Ambiente Familiar na Síndrome de Down?

Qual a Importância do Ambiente Familiar na Síndrome de Down?

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A Síndrome de Down (SD) foi descrita em 1866 por John Langdon Down, e caracteriza-se por uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais no par 21, por isso também conhecida como trissomia 21. Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do indivíduo, determinando algumas características físicas e cognitivas. Além destas características, observa-se um comprometimento intelectual e, consequentemente, aprendizagem mais lenta. 

Fonte: brasil.elpais.com

O nascimento de um (a) filho (a) com Síndrome de Down, trás consigo sentimentos de incertezas e inseguranças, no que abrange à vida tanto da criança, como de toda a família. É uma situação que confronta toda a expectativa criada por eles, por se tratar de algo inesperado e em sua maioria, rodeada de falta de informação a cerca da demanda.

Dessa forma, a adaptação de como conviver com as dificuldades impostas pela SD é um processo de superação que exige muito da compreensão de cada um, até que “aceitem” a nova realidade do âmbito familiar, inserindo esta criança e sua deficiência.

Acredito que um dos momentos mais delicados neste processo é aquele, no qual, o diagnóstico é comunicado aos pais, pois envolve a quebra da idealização do filho “normal” durante a gestação, o que pode gerar um desconforto emocional na família, trazendo a tona sentimentos negativos, ambivalência e em alguns casos, rejeição. A forma como essa família irá lidar com a criança com a síndrome é de extrema importância, pois sabe-se que o ambiente familiar é o primeiro grupo social em que um indivíduo é inserido, no qual, se promove a individualização, identidade e desenvolvimento do indivíduo.

O diagnóstico precoce de SD é feito através do exame Translucencianucal, que é uma ultrassonografia realizada entre a 11ª a 13ª semana de gestação. Este exame consiste na verificação do excesso de líquido na região da nuca do feto, o que aumenta as chances de uma alteração cromossômica, má-formação ou alguma síndrome genética. Outra forma de realização do diagnóstico é através do estudo do cariótipo fetal (amnioscentese), que consiste numa forma invasiva de retirada de liquido amniótico do útero e examinado em laboratório. Além de diagnosticar possíveis síndromes, a amnioscentese revela o sexo e a maturidade pulmonar do feto.

Por isso, faz parte da conduta da equipe médica suprir a falta de informação que rodeia essa família no momento do diagnóstico, ou seja, dar suporte as dúvidas, incertezas e inseguranças, que são muitas, tanto no que tange à saúde da criança como sobre o seu potencial de desenvolvimento imediato quanto às possibilidades de autonomia futura e qualidade de vida. Por essa razão, vale ressaltar que um indivíduo com síndrome de down precisa ser estimulado logo nos primeiros meses, para que assim, minimize os danos ao desenvolvimento da criança, tanto de ordem psicológica, como física.

O relacionamento entre a família e o filho com Síndrome de Down é fundamental para o estímulo das potencialidades da criança, pois se a mesma está inserida em um ambiente, no qual, há atitudes positivas em relação à ele próprio, possibilitam a sensação de acolhimento, atenção e cuidado, promovendo assim, um desenvolvimento humano saudável.

Fonte: saudeocupacional.org

Dessa forma, vale ressaltar que o indivíduo com Síndrome de Down possui as mesmas necessidades que um indivíduo considerado “normal”, como: carinho, atenção e proteção. O contato com a sociedade auxilia a pessoa a desenvolver suas habilidades sociais e assim, iniciar a interação. Para que a interação aconteça de forma efetiva, é relevante ressaltar a importância da relação primária com a família.

REFERÊNCIAS

ALECRIM, M.; Martins, M.H. Mães de crianças portadoras de síndrome de Down: o processo de adaptação. INFAD Revista de Psicologia, Nº 1, 2008, p 81-90.

HENN, C,G.; GARCIAS, G.L. PICCININI, C.A.;  A família no contexto da síndrome de Down: Revisando a literatura. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 13, n. 3, p. 485-493, jul./set. 2008.

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