Afinal, o que é Autoestima? – Por dentro da Clínica Psicológica

Afinal, o que é Autoestima? – Por dentro da Clínica Psicológica

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euteamohoje

Quando pensamos em autoestima, a associamos como uma avaliação interna e/ou um sentimento que o indivíduo tem de si mesmo. Ela pode ser classificada como alta, quando a pessoa possui força de vontade, autoconfiança e valorização de suas habilidades. E baixa, quando envolve sentimentos de insegurança, rejeição e depreciação da própria imagem.

Aparentemente essa explicação refere-se muito mais a questões que se encontram “dentro” da pessoa do que externamente. Como se essa avaliação interna, tivesse origem em aspectos introspectivos que fossem difíceis de serem identificados e analisados.

Na análise do comportamento a autoestima está relacionada a manifestações corporais e comportamentos que provém de situações ambientais e sociais. Portanto, essa visão está relacionada as causas e efeitos do comportamento em relações funcionais e eventos ambientais, que podem ser descritos e possibilitam uma previsão e controle sobre esse fenômeno.

Para Silva & Marinho (2003), os pais, família, e outras pessoas que se relacionam diretamente com o indivíduo, o ensinam a descrever seu próprio corpo, comportamento, bem como a se perceber no mundo.

Se comportamentos funcionais forem reprovados, julgados ou punidos, o indivíduo poderá desenvolver diversos comportamentos disfuncionais, como por exemplo, afastamento social e agressividade. Prejudicando assim suas relações, e gerando um ciclo vicioso de fracassos e afirmações de que não é valorizado e amado.

Na clínica psicológica, o terapeuta poderá auxiliar o cliente a discriminar os antecedentes que geraram esses comportamentos, acompanhando o seu sentimento de inferioridade, e caracterizando o ambiente que desenvolveu essas reações.

Vale ressaltar que a mudança pode ocorrer apenas se a pessoa se dispuser a observar e mudar suas atitudes e sentimentos, não mais acreditando em seus pensamentos como verdades absolutas, mas ampliando suas possibilidades de compreensão do mundo e de si mesma.

Sabemos que mudar não é fácil, requer responsabilidade, autoconhecimento e esforço, mas com certeza os resultados dessa transformação serão muito mais gratificantes e felizes, do que viver uma vida inteira acreditando que “não é capaz”.

“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

– Albert Einstein

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CAIXETA, Bruno Alves. Auto-estima na perspectiva do behaviorismo radical. Brasília, Centro Universitário de Brasília – UNICEUB, Jul, 2009. Disponível em: http://repositorio.uniceub.br/bitstream/123456789/2692/2/20460330.pdf

GUILHARDI, Hélio José. Auto-estima, autoconfiança e responsabilidade. Santo André, SP, Instituto TCR, 2002. Disponível em: http://www.itcrcampinas.com.br/pdf/helio/Autoestima_conf_respons.pdf

SILVA, A. I. ; MARINHO, G. I. . Auto-estima e relações afetivas. Universitas: Ciências da Saúde – vol. 01, n.02, 2003. Disponível em: https://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/cienciasaude/article/view/507/328

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