12 Motivos que Levam sua Memória a Falhar: O que Fazer para...

12 Motivos que Levam sua Memória a Falhar: O que Fazer para Melhorar

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Introdução: Você já deve ter passado por momentos de esquecimento algumas vezes, provavelmente já esqueceu que ia fazer; o que fez; o que tem pra fazer; o que íamos falar; ou até mesmo aquele famoso “Branco” na hora H.

Algumas pessoas costumam ficar preocupadas com: “Eu ando muito esquecido (a), será que eu tenho algo?” Muito bem… Vamos ver se você tem algo realmente, ou é apenas por conta de um ou mais possíveis causas que citarei ao longo do artigo, e após isso, algumas dicas para ajudar a “treinar” a memória nesses casos.

Neste artigo, separei em tópicos que serão divididos em falha de memória por causas não fisiológicas e outros tópicos por causas fisiológicas.

Palavras-Chave: Esquecimento; Memória; Branco; Melhoria

Memória

Antes de falar sobre esquecimento, devemos falar sobre memória, porém memória é muito abrangente, então neste tópico irei citar o básico e importante sobre o assunto. Estou produzindo um texto específico sobre memória, para poder explicar melhor.

  • O que é memória?

A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações internas (do cérebro, também chamada de memória biológica) ou externas (artificial, também chamada de memória artificial)       

  • Memória Declarativa e Não-Declarativa

Em uma explicação grosso modo, podemos definir Memória Declarativa como responsável por armazenar o “saber de algo” (nomes, acontecimentos, fatos, entre outros), sendo de longo prazo; e a Não-Declarativa como responsável por armazenar “Como isso se deu” (desenhar, tocar um instrumento, andar de bicicleta, etc), sendo implícita e automática.

A memória tem a capacidade de focar coisas específicas, no qual requer grande quantidade de energia mental e muitas sinapses, Ela conecta “pedaços” de memórias junto a fatos e experiências vividas, gerando novas ideias, impulsionando a tomada de decisões, lembranças e compromissos.

Comprovado que a idade interfere na memória, pois os neurônios responsáveis por ela vão se deteriorando com passar dos anos, mas não se assuste, nem todo mundo vai ter Alzheimer por causa disso.

Já sabemos o que é memória, como se dá o processo, sua perda fisiológica. Agora vamos ver os motivos não fisiológicos da falha da memória e ver em qual quadro você se enquadra.

Possíveis Causas Não Fisiológicas que Levam à Falha da Memória

galenoalvarenga

1. Estresse

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O estresse ultimamente está afetando a maioria da população mundial, principalmente se você vive em uma cidade grande, sendo ele um dos vilões mais poderosos da memória.

O estresse necessita grande parte de foco nos problemas, fazendo com que o cérebro deixe de enviar a carga necessária de energia mental para o uso saudável da memória.

Alguns estudos mostraram que o indivíduo estressado, o organismo produz muito cortisol, no qual ocasiona lapsos de memória como sintoma.

O que fazer para diminuir o estresse?

Primeiro deve ser priorizado a identificação da(s) causa(s) do estresse, alimentação saudável também ajuda, boa noite de sono, e claro, o suporte e apoio de um psicólogo é muito recomendável, ele vai te ajudar na identificação da causa, e como lidar melhor com os problemas que causam o estresse.

2. Depressão ou tristeza e ansiedade em excesso:

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Depressão, tristeza em excesso ou muita ansiedade são extremos inimigos para uma memória saudável.

Ansiedade: Pessoa muito ansiosa está sempre projetando uma forte tensão para o futuro (algo que vai acontecer), pensamentos rápidos e muitas vezes desordenados, são características suficientes para desviar o foco da memória para outras coisas do cotidiano, pessoas ansiosas muitas vezes tem dificuldade de lembrar-se de coisas à curto tempo.

Depressão ou tristeza em excesso: Pessoas depressivas ou com forte carga de tristeza costumam esquecer muitas coisas, pois há uma lentificação dos pensamentos. Na depressão, pode ocorrer a falta ou excesso de sono no qual afeta a memória.

O que fazer para diminuir a ansiedade, depressão e tristeza?

Primeiramente, se você sente muito ansioso(a) ou muito triste por mais de três semanas seguidas, você deve procurar um psiquiatra ou até mesmo um psicólogo para que possa analisar o grau de ansiedade ou tristeza que você sente. Pode variar apenas psicoterapia ou medicação com um psiquiatra e psicoterapia com um psicólogo, isso ajudará não só na memória como no seu bem estar em geral.

3. Saúde do Sono:

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O sono saudável é indispensável para qualquer pessoa, estou dizendo em dormir bem e acordar bem, contando com as horas necessárias de um sono (6 a 8 horas).

Porém nem todos tem esse privilégio de dormir bem, muitas pessoas costumam dormir tarde e acordar cedo, (eu por exemplo, são quase 3 horas da manhã e estou digitando este texto, sendo que amanhã tenho que acordar cedo). Estudos mostram que essa situação possui um impacto direto sobre a memória, principalmente no dia seguinte.

O que fazer para melhorar a qualidade do sono?

Você deve procurar maneiras de reeducar seu sono, tentar dormir mais cedo para acordar mais disposto, sei que muitas vezes é difícil, principalmente para quem estuda no período noturno e acorda cedo para ir trabalhar, mas mesmo assim há maneiras de melhorar a qualidade do sono.

Pessoas que não conseguem dormir de jeito nenhum (insônia) deve procurar um psiquiatra e/ou um psicólogo, pois eles irão avaliar e ajudar a encontrar os motivos que estão levando à insônia, o psiquiatra pode medicar um remédio para melhorar a noite de sono. (Vale lembrar que insônia não é uma doença ou algo parecido, mas sim um SINTOMA que há algo de errado no seu cotidiano).

4. Álcool e/ou Drogas:

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Álcool e/ou drogas prejudicam nas funções mentais, agindo diretamente como um depressor do sistema nervoso, principalmente no hipocampo no qual há uma área de circuito direto da memória. Afeta principalmente sobre a memória recente, o uso excessivo dessas substâncias pode danificar intensamente as células responsáveis pela ligação que ativa a memória, causando prejuízos graves na memória, entre outros sistemas do organismo.

O que fazer nesse caso?

Evite ao máximo de COMEÇAR o uso dessas substâncias, no caso da bebida, pode ser consumida socialmente, sem excesso para evitar o vício. Se você não consegue mais viver sem o álcool e/ou drogas, quer dizer que já chegou ao vício. Procure ajuda (médico, psicólogo, AA, NA, etc).

5. Esquecimento Normal:

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Esquecer é tão normal quanto lembrar, porém não podemos levar ao pé da letra. Estou me referindo ao esquecimento por desinteresse da pessoa por algo ou pelo próprio desuso.

O que fazer para melhorar?

É esperado você esquecer-se de algo por desinteresse ou por desuso, porém não é normal quando isso ocorro em excesso, se você está desinteressado por algo há um bom tempo e tem que conviver com isso, não é saudável, procure ajuda de um psicólogo, pois ele irá mostrar caminhos para superar essa situação desagradável.

Em relação ao desuso, é sempre bom treinar a memória, pois quando você precisar usá-la será mais difícil de recuperar.

6. Esquecimento por repressão:

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Está ligado á abordagem psicanalítica, citado por Freud ([1915], 1974): quando se trata de um conteúdo desagradável ou pouco importante para o indivíduo, podendo, no entanto, por esforço próprio, voltar a recordar certos conteúdos reprimidos (que ficam estocados no pré-consciente). Que para a neurociência está voltado á memória declarativa. 

O que fazer?

Um psicanalista, psicólogo que segue a abordagem da psicanálise seria aconselhável nesse caso

7. Esquecimento por recalque:

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Primeiramente deve ser ressaltado o verdadeiro significado do recalque, que não significa inveja ou algo semelhante como popularmente é dito.

Segundo Freud, o esquecimento por recalque relaciona com certos conteúdos mnêmicos, devido ao fato de serem emocionalmente insuportáveis, são banidos da consciência, podendo ser recuperados apenas em circunstâncias especiais. (que ficam estocados no inconsciente).  Que para a neurociência está voltado à memória não-declarativa.

O que fazer?

Um psicanalista, psicólogo que segue a abordagem da psicanálise seria aconselhável nesse caso.

Causas Fisiológicas que Levam à Falha da Memória

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Vimos algumas causas não fisiológicas relacionadas à falha da memória, agora vou citar algumas causas fisiológicas que causam diminuição ou até perda de uma determinada memória.

1. Deficiência de Vitamina B12:

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A Vitamina B12 é responsável por participar no metabolismo de neurônios e de células sanguíneas, a falta dessa vitamina pode causar falha na memória.

O que fazer?

Primeiramente procure um médico para que ele possa solicitar um exame de sangue para ver se de fato você tem alguma deficiência de vitamina B12, havendo, você poderá tomar a vitamina receitada pelo médico, ou ir à um nutricionista para melhor acompanhamento, ele irá indicar os alimentos necessários para regular a falta da vitamina.

2. Hipotireoidismo:

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Um dos sintomas de Hipotireoidismo é a lentificação do metabolismo celular, que pode causar esquecimento.

O que fazer?    

Primeiramente você deve observar de fato os sintomas de hipotireoidismo, sintomas como: esquecimento, perda de peso, sede, queda de cabelos, necessidade excessiva de urinar, entre outros sintomas. Procure um endocrinologista, pois se necessário ele irá fazer uma reposição hormonal.

3. Medicações:

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Algumas medicações podem causar vários efeitos colaterais, um deles é o distúrbio de memória, principalmente alguns medicamentos que agem diretamente no nosso sistema nervoso central, como por exemplo, os benzodiazepínicos (tranquilizantes), mas é claro que nem todo mundo causa esse efeito, depende do organismo de cada pessoa.

O que fazer?

Uma vez percebido a dificuldade de memória, deve consultar o médico que receitou o remédio para que ele possa trocar de medicamento ou ajustar a dose.

5. Amnésia:

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Em relação à patologia da memória, existem vários tipos de patologia, citarei apenas um tipo de patologia, a Amnésia, no qual constitui em três categorias, que são:

Amnésia anterógrada: É a incapacidade de guardar fatos novos. É comum na confusão mental. Nestas condições o doente é incapaz de reproduzir uma frase que acaba de ouvir, mas é capaz de  dizer uma frase que aprendeu antes do trauma.

Amnésia retrógrada: Caracteriza-se pela perda de fatos já fixados. Ao contrário da amnésia anterógrada, o doente é incapaz de lembrar-se do passado.

Amnésia retroanterógrada: É a incapacidade de fixar, recordar e reconhecer fatos em geral.

Essas três categorias de amnésia ocorrem geralmente depois de traumatismos cranianos, infecções encefálicas, crises epilépticas subintrantes.

O que fazer?

Um médico neurologista irá avaliar melhor se há chances de reabilitação da memória ou não. Se sim, é indicado uma reabilitação cognitiva para estimular outros tipos de memória e também um acompanhamento com um psicólogo.

6. Alzheimer e Demência Senil:

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Eu decidi englobar Alzheimer e Demência Senil no mesmo tópico como um todo, mas não é a mesma coisa; Resumindo, Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca declínio nas funções intelectuais, interferindo no comportamento e personalidade.

Já a Demência Senil não é considerada uma doença, e sim uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas) de algumas doenças, pode ser pelo Alzheimer, depressão, ou até mesmo, segundo alguns neurocientistas, é o sintoma do envelhecimento natural do ser humano e suas células por si só.

O que fazer?

Eis aquele dilema que não há nada que possa ser feito, mas há formas de retardar o processo, tendo uma vida ativa, praticar esportes, ler, jogar xadrez, ou seja, não ter uma vida ociosa. É claro que isso não vai garantir 100% de você não ter Alzheimer ou Demência Senil no futuro.

Conclusão: A memória é indispensável para nós, e só de pensar que há falhas nela, causa certo medo para qualquer pessoa, mas todos nós vamos passar por isso, seja por causas naturais ou fisiológicas, apenas temos que cuidar do nosso bem estar para prevenir que isso aconteça rapidamente ou frequentemente, está comprovado que levar uma vida ociosa há grandes chances de ter falha na memória, seja por causa não fisiológica ou fisiológica. Estude, pratique exercício, converse com amigos, saia, evite estresse, procure um psicólogo, entre muitas outras coisas.

Espero que tenham gostado do texto! Identificou-se com algum tópico citado no texto? COMENTEM no blog ou na página!

Para referir este artigo: Santos, F. F. (2015). 12 Motivos que Levam sua Memória a Falhar: O que Fazer para Melhorar. In. Mundo da Psicologia, Internet. Disponível em <http://mundodapsi.com/12-motivos-que-levam-sua-memória-a-falhar-o-que-fazer-para-melhorar/> 2015.

Referências:

Dalgalarrondo, P. (2008). A memória e suas alterações In Dalgalarondo, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. (p. 137-154) 2 ed. Porto Alegre: Artmed

Nitrini, R., Caramelli, P., Bottino, C. M. C., Damasceno, B. P., Brucki, S. M. D., & Anghinah, R. (2005). Diagnóstico de doença de Alzheimer no Brasil: avaliação cognitiva e funcional. Arq neuropsiquiatr, 63(3), 720-27.

Teixeira, V. (2014). Quando a memória falha. In. Centro de Neuropsiquiatria, internet. Disponível em <http://centrodeneuropsiquiatria.com.br/blog/?tag=estresse>. Recuperado em 14 de Setembro de 2015

Miranda, R. (2015). Demência Senil: Entenda quais tipos de demência podem afetar os idosos. In. Minha Vida, internet. Disponível em <http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/18230-demencia-senil-entenda-quais-tipos-de-demencia-podem-afetar-os-idosos>. Recuperado em 15 de Setembro de 2015.

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